domingo, 13 de fevereiro de 2011

em todos os sentidos


Não posso deixar de gostar deste poema... Acho-o lindo. em
todos os sentidos.

Fresta


Em meus momentos
escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.

Fernando Pessoa

sábado, 12 de fevereiro de 2011

um rapaz

Para contar esta história do início ao fim, precisaria de muito tempo e sinceramente não o tenho. Mas tudo se resume a uma grande amizade. Contigo partilhei momentos que estou grata por os ter tido, partilhei conversas em que todos os temas possíveis e imaginários foram discutidos. Contei-te coisas que ninguém pode imaginar, pedi-te conselhos e palavras de consolo. (Nunca me esquecerei do dia em que me passaste energia, menino Dragon Ball). Confio em ti como nunca confiei em ninguém. Tu salvaguardas-me e apesar de por vezes estares distante, eu sinto-te sempre a meu lado. És daqueles amigos que nunca quererei perder, daqueles que me acompanharão para todo o lado e que, apenas separar-te-ás de mim, se os rumos das nossas assim o escolherem.
Lembras-te do texto que pediste para que eu te escrevesse? Lembras-te do que eu te disse no fim? A nossa amizade resume-se a isso... Resume-se a uma necessidade de resguardar no meu íntimo pessoas como tu, pessoas genuínas e difíceis de encontrar. Porque como já te disse, são poucas as pessoas assim como tu, verdadeiras, incríveis.
Por isso peço-te uma única coisa. Para tudo o que vier, temos que aguentar até ao fim. Naquele texto, através de estilísticas e metáforas decidi descrever-te o que eventualmente pode surgir na nossa vida... Há quem se arrependa, há quem desista...
Mas neste pequeno texto, sem metáforas e outros embelezamentos, apenas te prometo uma coisa... Eu já desisti de muito, já tentei esquecer e arranjar outras formas de solucionar as minha mágoas. Mas contigo, nunca desistirei. Há que aguentar até ao fim, uma amizade é assim. iremos ter altos e baixos. Mas eu assim o farei, nunca vou desistir... E tu?

um poema aleatório

Junto a ti, coloquei uma pedra
Pequena e leve, frágil e quebradiça
Sentei-me longe de ti,
Observei o que farias com ela.
...
Esperei por um gesto.
Esperei por uma acção.

Mas a tua indifreneça
decidiu por mim.
Venceu a minha esperança,
Venceu o meu coração.

cgm

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

o começo...

Sinceramente não sei o que devo ou não dizer por agora. Sei que tudo isto é apenas o começo de uma longa história, o início de uma grande viagem por todos os momentos e ambientes por onde já passei. Sei que há muito para ser escrito, muito que poderia escrever e dar a conhecer ao mundo, mas nem tudo o que sei deverá ser pronunciado. Mas, mesmo assim, por vezes prefiro arriscar e contar ao mundo o tipo de pessoa que sou. Gosto de dizer, directa ou indirectamente, tudo o que sinto, tudo o que penso, tudo o que vejo, tudo o que mudaria.
Sinceramente, penso que se não houvessem riscos a correr na nossa vida, esta não teria sentido. Todas as vidas devem ser alimentadas de novas experiências... Devemos saber arriscar e atirarmo-nos de cabeça às coisas que mais gostamos, porque acreditem que é facilmente que elas se escapam de nós. E o que seria de nós sem as coisas que mais gostamos? Atenção que não falo apenas de coisas materiais, mas sim algo muito mais abstracto e interior. Falo exactamente do contrário de materialismo e superficialidade.

Um pequeno conselho: Não deixes escapar a tua vida por entre os dedos. Cuida dela e a melhor forma de o fazeres, é começares a gostar primeiro de ti. Só depois, saberás o que viver realmente significa.

Carocha